Um fim de semana de MotoGP onde público chega em ondas. Não existe lista de convidados prévia, cada pessoa circula por conta própria e ninguém tem paciência para fila em ativação nenhuma — porque a atração principal está na pista, não no estande.
A Honda montou quatro ativações em Goiânia: uma sala reservada, com acesso por agendamento exclusiva para clientes da marca; um desafio de agilidade; uma cabine que gerava vídeos com IA; e um simulador de motocicleta, para todo o público. Tres desafios apareceram logo de saída.
A primeira: mapear a jornada de todos os visitantes nas ativações. A segunda, o simulador era desenvolvido por terceiros, sem api para conectar ao nosso sitema. E a terceira é mais dura — vídeo demora para ficar pronto. Se cada pessoa tivesse que esperar o dela, a cabine viraria uma fila parada em frente a um totem, no meio de um evento onde ninguém quer ficar parado.
O que foi feito
Um cadastro, um QR Code, quatro ativações
O credenciamento foi montado como camada de identidade, não como controle de porta. O participante se cadastrava no webapp; o sistema gerava um QR Code individual dentro do próprio webapp; e cada ativação tinha uma câmera para ler esse código. Nenhum crachá foi impresso e nenhum aplicativo precisou ser instalado. A exceção foi o simulador, feito por terceiros e sem integração: ali o QR Code era lido através de um celular na mão de uma promotora, e depois do check-in o visitante seguia para brincar.
O mesmo cadastro capturava o opt-in de uso de imagem — antes de qualquer foto existir, e não correndo atrás de assinatura depois. É a diferença entre ter mil vídeos e poder publicar mil vídeos.
Foram mais de 2.500 participantes cadastrados em três dias.
A cabine com IA e o problema da fila
Mais de mil vídeos gerados, a cerca de dois minutos cada geração: mais de 33 horas de processamento. O evento operou das 10h às 18h por três dias — 24 horas de janela.
Processar em fila era matematicamente impossível.
O que resolveu não foi capacidade de processamento — foi identidade. Como o participante já estava identificado pelo cadastro, a entrega podia ser assíncrona: ele apontava o QR, tirava a foto, seguia para a próxima ativação e recebia o vídeo no mesmo webapp quando ficasse pronto. Ninguém esperou em frente ao totem.
Uma cabine avulsa não faz isso, e a razão é estrutural: ela não tem a camada de identidade. Teria que pedir telefone ou e-mail no próprio totem, reintroduzindo fricção exatamente no momento em que se quer que a pessoa siga em frente. Aqui o canal de entrega já estava aberto desde o cadastro.
Por trás dos panos, o vídeo era processado na núvem utilizando multiplos processos simultaneos, desse modo a cabine estava disponível ao próximo visitante logo após a captura da foto anterior..
O desafio contra o tempo do piloto
A segunda ativação aberta era um painel de botões que media tempo de reação, com o tempo do piloto Diogo Moreira como marca a bater. Foram mais de mil partidas ao longo dos três dias. A pontuação alimentava o ranking geral do evento, e o primeiro colocado levou um capacete autografado por ele.
A sala: agendamento em vez de fila
O acesso à sala da Honda era por agendamento de horário, com lista restrita e check-in na porta. Convidados da marca e clientes consumidores dividiam a mesma agenda e o mesmo controle de acesso — dois públicos com comportamentos bem diferentes, operados por um sistema só. Foram 1.150 horários agendados ao longo dos três dias de evento!
O comparecimento variou: 30% na sexta, 61% no sábado e 71% no domingo. Não houve mudança de sistema entre os dias, e não dá para atribuir a curva a uma causa isolada — sexta-feira é dia útil e domingo é dia de corrida, mas os dois públicos estavam misturados na mesma agenda.
O ponto não é a curva em si. É que ela existe como informação. Sem agendamento com check-in, a diferença entre uma sexta de 30% e um domingo de 71% seria invisível — e é exatamente ela que permite dimensionar as janelas da próxima edição.
O ranking geral do evento, alimentado pelas partidas no desafio de agilidade.
Resultados
Quatro ativações operaram sobre um único cadastro — três desenvolvidas pela Blitzar e a quarta, de outro fornecedor, mapeada pelo mesmo check-in — em três dias e 24 horas de janela:
2.500+ participantes cadastrados, sem nenhum crachá impresso e sem aplicativo para instalar.
1.000+ vídeos gerados na cabine com IA, entregues no webapp sem fila no totem.
1.000+ partidas no desafio de agilidade, alimentando um ranking único do evento.
1.150 horários agendados na sala, com comparecimento medido dia a dia.
Opt-in de uso de imagem por pessoa, coletado no cadastro — o que torna o acervo da ativação efetivamente utilizável em campanha.
O que amarra tudo isso é sempre a mesma coisa: o participante estava identificado desde a entrada. É por isso que a cabine pôde entregar depois, que o ranking soube quem pontuou e que a sala soube quem tinha horário. O credenciamento não foi a logística do evento — foi a infraestrutura sobre a qual o resto funcionou.
Produtos usados
O que rodou nesse case
Sistemas para Eventos
Credenciamento e check-in
2.500+ cadastros com QR Code, sem crachá impresso
Cada participante recebia um QR Code no webapp ao se cadastrar e apontava para a câmera de cada ativação. Nenhum crachá foi impresso, e o celular aberto no webapp virou o canal de entrega do que veio depois.
Como o participante já estava identificado, ele apontava o QR, seguia para a próxima ativação e recebia o vídeo no próprio webapp. Foram 33+ horas de processamento numa janela de 24 horas.
Desafiando seus os reflexos contra um piloto do MotoGP
Painel de botões medindo tempo de reação, com o tempo de Diogo Moreira como marca a bater. A pontuação alimentava o ranking geral, e o primeiro colocado levou um capacete autografado.
Clientes honda tinham acesso à uma experiência exclusiva na sala vip, fazendo o agendamento via webapp, sem filas na porta. O comparecimento superou 70%.
Dá para fazer credenciamento de grande público sem crachá impresso e sem aplicativo?
No MotoGP de Goiânia, sim. O participante se cadastrava no webapp e recebia ali mesmo um QR Code individual, lido na entrada de cada ativação. Nenhum crachá foi impresso e nenhum aplicativo precisou ser instalado. Foram mais de 2.500 participantes cadastrados em três dias.
E quando uma das atrações é de outro fornecedor e não tem integração?
Foi o caso do simulador de motocicleta no estande da Honda, que era de outro fornecedor e não tinha API para conectar. A Blitzar não fez o simulador — fez o check-in dele: uma promotora lia o QR Code do visitante em um celular na mão e, depois do check-in, ele seguia para brincar. A experiência continuou sendo do outro fornecedor, mas a passagem do visitante por ali entrou na mesma jornada das demais ativações.
Como entregar vídeo gerado por IA sem formar fila no totem?
Tornando a entrega assíncrona. Cada geração levava cerca de dois minutos: mais de mil vídeos somam mais de 33 horas de processamento, contra uma janela de 24 horas de evento — das 10h às 18h, por três dias. Processar em fila era matematicamente impossível. Como o participante já estava identificado pelo cadastro, ele apontava o QR, tirava a foto, seguia para a próxima ativação e recebia o vídeo no mesmo webapp quando ficasse pronto.
Como controlar o acesso a uma sala exclusiva sem fila na porta?
Por agendamento de horário com check-in na entrada, em vez de fila física. Na sala da Honda foram 1.150 horários agendados ao longo dos três dias, com convidados da marca e clientes consumidores dividindo a mesma agenda e o mesmo controle de acesso — dois públicos com comportamentos diferentes, operados por um sistema só.
Dá para saber quantas pessoas realmente apareceram nos horários agendados?
Sim, e é o check-in na porta que transforma isso em informação. Na sala da Honda o comparecimento variou: 30% na sexta, 61% no sábado e 71% no domingo. Sem agendamento com check-in, essa diferença seria invisível — e é ela que permite dimensionar as janelas de atendimento da próxima edição.
Como garantir o direito de uso das imagens captadas na ativação?
Coletando o opt-in de uso de imagem no próprio cadastro, antes de qualquer foto existir — em vez de correr atrás de assinatura depois do evento. É a diferença entre ter mil vídeos e poder publicar mil vídeos.
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